Informações verificadas em 15 de outubro de 2026.
Os alertas do meteorologista Piter Scheuer sobre um possível “super El Niño” ganharam repercussão em 2026, especialmente no Sul do Brasil.
Suas análises chamam atenção para chuvas volumosas, temporais e possibilidade de eventos severos. Para entender o significado desses avisos, é importante considerar a data de cada previsão e distinguir tendências climáticas de previsões de tempo para locais específicos.
Quem é Piter Scheuer?
Segundo a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Scheuer é graduado em Meteorologia pela Universidade Federal de Santa Catarina e técnico em Meteorologia pelo Instituto Federal de Santa Catarina.
O profissional atua na divulgação de informações meteorológicas e teve seus alertas sobre o El Niño repercutidos por veículos de comunicação ao longo de 2026.
Quais alertas foram divulgados?
Uma publicação da Rádio Ampére, de 1º de maio, registrou seu aviso sobre a possibilidade de um novo episódio intenso de El Niño, com impactos para o Sul.
Outras matérias repercutiram análises sobre chuvas excessivas, vendavais, granizo e possibilidade de tornados.
Em reportagem de 1º de outubro, o jornal O Município atribuiu a Scheuer a previsão de maior intensidade do fenômeno entre novembro e dezembro. O texto descreve expectativa de chuvas recorrentes no Sul, intercaladas por intervalos secos, e ressalta que projeções permanecem sujeitas a ajustes.
O cenário oficial confirma a preocupação?
Os boletins mais recentes sustentam a preocupação com um episódio intenso.
Em 8 de outubro de 2026, a NOAA informou que o El Niño continuava se fortalecendo, com probabilidade superior a 83% de intensidade forte a muito forte até janeiro–março de 2027.
A Organização Meteorológica Mundial também apontou expectativa de intensidade muito forte e efeitos avançando por 2027.
Essa convergência apoia o alerta geral sobre a intensidade do fenômeno. Entretanto, não confirma automaticamente todas as comparações históricas ou previsões de danos locais divulgadas anteriormente.
Qual é a relação com a energia?
Para o setor elétrico, o interesse está nas alterações de chuva, temperatura, nebulosidade e ventos.
O ONS acompanha esses fatores porque podem influenciar a geração e o consumo. Os efeitos variam entre regiões e fontes: uma mesma configuração climática pode trazer condições diferentes para hidrelétricas, sistemas solares e parques eólicos.
Assim, os alertas meteorológicos ajudam a orientar o acompanhamento. Para avaliar consequências sobre a energia, precisam ser combinados com dados de operação e características dos empreendimentos.
No blog da TEK Energy, acompanhe conteúdos sobre clima, geração solar e planejamento do consumo de eletricidade.
Fontes
Alesc — perfil de Piter Scheuer · Rádio Ampére — alerta de maio · O Município — análise de outubro · NOAA · OMM · ONS
